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terça-feira, maio 09, 2023

Flatulência matinal


No alvorecer de uma manhã serena,

Quando a aurora beija o céu com delicadeza,

E a natureza desperta com toda a sua beleza,

Um fenômeno surge, uma sinfonia amena.


Ecoa pelo quarto um som inusitado,

Sai a flatulência matinal, num soltar gasoso,

Um ruído engraçado, subtil e airoso,

Acorda o silêncio com o seu som desavergonhado.


Nasce do vento que sai sem aviso,

Um suspiro musical, engraçado e fugaz,

Faz-nos sorrir, na sua falta de pudor mordaz,

Eleva o humor num instante impreciso.


Ah, flatulência matinal, és fonte de riso,

Peculiaridade do corpo, sem disfarce ou máscara,

E mesmo que pareça um tema de pouca graça,

És uma lembrança de que soltar é preciso.


Assim, despertemos com bom humor e leveza,

Aceitar os sinais do corpo com simpatia,

A flatulência matinal, na sua singela melodia,

Lembra-nos da nossa humanidade, e da sua natureza.


Costumo brincar com o chatgtp e pedir para fazer poemas ou textos sobre temas inusitados. 99% das vezes saem coisas até interessantes, mas muito longe da criatividade humana. Quando lhe pedi para fazer um poema sobre 'flatulência matinal', escreveu este que publiquei. Ou melhor, uma outra versão onde fiz pequenos ajustes para o meu tipo de escrita e rima. Nada que tirasse a essência do poema original. 
Mesmo sem ser completamente da minha autoria, decidi publicar, já que achei imensa piada ao rimar do chatgpt. Principalmente com este tema!

terça-feira, dezembro 29, 2020

Este aqui é para desejar Boas Festas sinceras :)


Sabes aquelas mensagens de Natal que vemos na internet, todas iguais, todos os anos? 

Copiar e colar. Talvez com umas pequenas alterações pessoais para fingir algum tipo de originalidade. 

Estás a ver? Já reparaste na quantidade de lixo electrónico que é gasto com essas porcarias, que não querem dizer nada, a não ser uma simples prática de desejar votos de Boas Festas, porque simplesmente toda a gente o faz e é suposto ser assim. 

Agora existe uma nova moda da família tirar uma foto junto à árvore de natal numa pose de felicidade. Pelo menos já é algo diferente. Mesmo assim os votos são vazios. É apenas um motivo para tirar uma foto e colocar nas redes sociais em troca de interacções. 

Juro que é extremamente aborrecido andar pela internet na época das festas sem ter nenhuma informação interessante que consiga fugir ao tema. Este ano sinto-me particularmente crítico. Pareço um velho ranzinza! 

Na realidade até tive uma surpresa agradável e por isso estou aqui. Alguém se lembrou de me enviar um postal pelo correio. Daqueles que se mandavam antigamente, escritos à mão, antes de haver internet e telemóveis. Onde dispensávamos alguns minutos a escolher as palavras certas e a ter cuidado com a caligrafia para que fosse legível. Sim! Recebi um desses!

Quem se dá ao trabalho de colocar no correio um postal deste tipo, certamente tem alguma sinceridade! Por isso devo dizer que fiquei muito feliz! 

Não sou uma criança mas aquilo soube-me como uma prenda trazida pelo Menino Jesus. Note-se que não sou velho mas no meu tempo o pai natal não tinha a fama que tem agora. Quem trazia as prendas era o Deus Menino. 

Podia contar como era, mas era uma história igual a tantas outras que andam para aí, a única diferença é que era sobre mim e não tenho nada assim de especial para partilhar. 

De qualquer maneira, o postal no correio trouxe-me um sorriso genuíno, que me deu vontade de sentir o espírito natalício. Achei bonito e fiquei feliz! Por isso quis partilhar com o mundo esse presente verdadeiro! 

Dedicar algumas palavras é o mínimo que posso fazer para retribuir. São autênticas, espontâneas e ocuparam-me algum tempo, que ofereço de bom grado, para desejar a quem aqui vier ler estas linhas umas Boas Festas sinceras :)


quinta-feira, setembro 03, 2020

Fulana, sicrana e beltrana

Acordei com o som de umas senhoras animadas que conversavam na rua. A julgar pelo timbre da voz, diria que a idade já lhes pesava um pouco, mas não o suficiente para lhes roubar o vigor das palavras. 

No meu quarto não consegui perceber o teor da amena cavaqueira. Aqui e ali conseguia compreender qualquer coisa, embora não fosse preciso grande especialista para chegar à conclusão de que se tratavam de coscuvilhices. 

Não estava totalmente desperto mas certos fragmentos ditos chegavam a mim: "Fulana isto, sicrana aquilo, beltrana acoloutro". Alguns vocábulos que o meu ouvido captava e denunciavam o tema daquele falatório matinal. 

No meio das frases por vezes surgia uma gargalhada que se contagiava a todas as outras intervenientes, já, logo de seguida, o tom das vozes baixava quase para murmúrios completamente imperceptíveis. O assunto, por vezes, mudava de sentido rapidamente. 

Achei toda aquela cena divertida e caricata. O estereótipo de velhas alcoviteiras ali mesmo ao pé de mim, vivo, na pele enrugada daquelas mulheres sem pressa.  Entretidas com a sua tagarelice que me serviu de despertador.

Não me levantei para observar pela janela os seus rostos. Em vez disso deixei-me ficar na cama com a figura delas a ser desenhada pela minha imaginação. Acredito que a recordação tem mais piada assim. Não quis que a realidade me estragasse a imagem.

O sono tinha cumprido a sua função de retemperar as minhas forças físicas e anímicas. Não havia melancolia, nem irritação, só uma preguiça banal, típica no ser humano comum. Fiquei grato por ser dessa maneira. Acordar de forma banal sem o peso do sentir.

A manhã começou assim entre vocábulos alheios. Com uma pequena história, sem nada de verdadeiramente interessante, para contar. De qualquer maneira decidi aceitá-la como uma dádiva e como recompensa decidi transcrevê-la sobre a forma de conto, mesmo que desinteressante.

É tão simples quanto isto. Sem me preocupar com ideias magnificentes, deixo por escrito, em palavras embelezadas, para que conste no futuro a quem por aqui passe a ler, de que, neste dia em particular, acordei contente!


terça-feira, novembro 27, 2018

Estai atentos


Atenção! Anda por aí gente que diz ser Feliz!
E muito cuidado, porque falam a sério!
Há no mundo quem não queira competir, ou ser digno de uma qualquer posição de destaque, nem plantar inveja nos canteiros alheios a troco de falta de serenidade. Somente apreciar os pequenos prazeres da vida sem a pressa dos ansiosos.
Querem estes, saber de cor todas as estrofes do Amor. Por isso vão cantando em cada caminho métricas de satisfação, nos sorrisos leves da alegria genuína e nas conversas coloridas ao abrigo da amizade.
São como paisagens imensas, irradiadas de pormenores e contrastes, com horizontes que convidam a viajar no Universo que escondem em si. Trazem o Verão nas palavras e a euforia no olhar.
Aqueles de nós, que se perdem no cinzento, não prestam atenção a estes seres que vão adocicando as ruas amargas. Mas eles existem! Como nos mitos ou nos contos de encantar. O segredo é reparar no que é simples, eles estão lá. Não esperam por nós, mesmo estando prontos a nos acolher.
Atenção! Que anda por aí gente que espalha felicidade!
E muito cuidado, porque também nós temos o direito a ser felizes!

quarta-feira, dezembro 06, 2017

Tudo é vida


Tudo é sono.
Ao meu redor a realidade transformou-se numa vastidão de cansaço.
Um deserto feito de inercia resumido a uma única ânsia de descanso. Sem sentimentos a pulsar. Sem desejos que acordem. Sem decisões para onde continuar. Apenas adormecer. Enroscar o corpo no conforto dos lençóis e deixar-me ir no chamamento imenso da quietude.
Acolhe-lhe a paz no berço do repouso. Faz-se em mim uma crisálida a convidar o renascer. Desenho-me e reencontro-me entre o profundo vazio da mente em absoluta serenidade.
Talvez sonhe! Embora a fadiga seja em demasia e qualquer devaneio nocturno se transforme em esquecimento…
Passa a noite. Embala-me o calor pela madrugada dentro. A manhã vai chegando, como chega sempre, e traz o sol consigo. Regressa o acordar, com força e alento. A energia voltou e o meu ânimo com ela. Depois de uma trégua perante a obrigação de acontecer, cumprimento o novo dia com um sorriso.
Tudo é vida.

sábado, maio 20, 2017

A Poesia mais Perfeita


Quem ama a vida também ama a Primavera, assim como quem ama a alegria também ama as cores do arco íris.
O sol tranquilo e os sons da criação, revitalizam a energia de que é feito o universo, as estrelas e os sonhos.
A natureza renasce, assim como quem não se acomoda renasce a cada descoberta. Em cada ciclo que passa vai acontecendo uma pequena mudança e ao longe tudo fica diferente.
Cada destino alcançado, vai enriquecendo o caminho daquele que viaja em busca da sabedoria, sabendo que, algures no seu destino, vai encontrar a sua própria paz de espírito.
Os bosques cantam o seu verde, assim como os homens cantam o dia. Louvam-se os deuses pelo dom da existência. Tocam-se os corpos agradecendo o dom de amar.
Germinam as sementes plantadas. Crescem com a força com que a mãe Terra as impulsiona.
Tudo tão simples. Tudo tão belo. Tudo tão perfeito. Quem ama a vida também ama a arte e engrandece toda esta poesia, pois nela vê o segredo da felicidade…

sexta-feira, dezembro 09, 2016

Brincar de Outono


Vem cá para fora brincar na luz do dia
Que hoje o outono está colorido
Nos lábios um assobio divertido
Faz-me bem o sorriso da tua companhia
Trás uns quantos tons de castanho
Vamos pintar um quadro estranho
À deriva sem regras na palete da fantasia
Nunca gostei do preludio do inverno
Pertenço ao calor do verão materno
Nestes dias, o sol da tarde sabe a alegria
Podemos também passear devagar
Neste caminho forrado pelo cantar
O estalar dourado das folhas secas contagia
Trazem os nossos passos à aventura
Cadência ritmada ao som da candura
Pequenos momentos de felicidade e energia
Voltei às lembranças de criança
Cantos saudosistas da esperança
Faz crescer a excitação em saltos de euforia
Como os outonos de antigamente
Crianças que sonham alegremente
Na certeza que a felicidade não é uma ousadia
Toda a criação, uma obra infinita
Natureza, é a minha arte favorita
Porque neste dia o outono é novamente poesia

quinta-feira, novembro 12, 2015

Velle


Acho que na vida há falta de realidade
Por vezes procuro demasiado a alegria
Quando me devia contentar com apatia
Já que provei a amargura da verdade
Ainda assim vou proclamando a fantasia
Sou culpado de sonhar em demasia
Há no devaneio um doce trago a liberdade
Onde me inebrio com o sabor da poesia
Sem inquisição a acusar-me de heresia
No meu espírito ordena a minha autoridade
Em meu ser grita somente a rebeldia
Sem essa castração chamada cobardia
Sigo em frente na angústia da sociedade
Desgostos não derrubam a minha euforia
Fazem crescer em mim ânimo e ousadia
A tristeza não adormece a minha vontade

sábado, agosto 01, 2015

Um Mundo Diferente ~ X Anos de Blog



Quando olhei para as datas, verifiquei que o meu blog estava quase a completar dez anos de existência.Uma data redonda que me pareceu que devia ser comemorada. Mais do que um espaço de escrita, o meu blog, é um local de crescimento e de história pessoal. Muita coisa de mim está ali traduzida em palavras.
Quando comecei, decidi usar o nick“Transcendente”, um nome que me deram numa brincadeira. Não sei porque continuo a usá-lo. Nostalgia talvez, ou se calhar uma enorme teima em criar e manter uma persona na internet. Uma espécie de alter-ego para fugir à rotina.
Ao completar dez anos, voltei atrás às primeiras publicações e dei por mim a fazer uma verdadeira viagem no tempo. Existem inúmeros textos que já não me lembrava ter escrito. Alguns de muita fraca qualidade, hoje não os escreveria. Outros de pura genialidade, quase que parece que não fui eu que escrevi. Mas todos os momentos de criatividade saíram da minha mente e desaguaram em palavras.
No entanto todos os textos têm algo em comum: Surgiram inspirados por pessoas, situações, ou fantasias que nasceram das entranhas da minha criatividade. Ao reler do início pude reavivar a memória que o tempo se encarregou de arrumar num canto esquecido da minha mente.
Rostos que se cruzaram comigo e partilharam um pouco da sua vida, seguindo depois os nossos caminhos que se foram afastando até estarem demasiado longe. Acontecimentos que vivi ou presenciei, pois nem sempre fui eu o protagonista, apenas mero observador e sobre eles opinei ou tentei transformar em poesia. A minha imaginação a voar, livre, maravilhada, solta pelo infinito a descobrir segredos ocultos e a acumular conhecimento…
A cada publicação lida relembrei o momento e o porquê de a ter criado. Algumas tão pessoais que só eu as posso interpretar, embora quem leia também interprete segundo a sua própria vivência e se identifique. Também os sentimentos que me acompanhavam: Alegria; Amor; Dor; Decadência; Desejo; Erotismo; Esperança; Fantasia; Inquietação; Introspecção; Liberdade; Loucura; Magia; Melancolia; Paixão; Paz de espírito; Poder; Raiva; Religião; Serenidade; Solidão (boa e má); Sonhos; Ódio…
A todos etiquetei e partilhei neste cantinho, um mundo diferente, pelo menos para mim. Escrevi, publiquei e esqueci… Segui em frente em busca de novas aventuras. E ainda bem. Sinal que tenho a vida preenchida e não estou preso ao meu passado.Mas não nego que fico feliz por poder usar esta máquina do tempo quando assim o desejar.
Neste aniversário decidi comemorar de forma diferente. Uma década de existência não ocorre todos os dias, por isso, mesmo não gostando de coletâneas de textos, decidi fazer uma. Recorri ao Smashwords, sitio onde podemos publicar de forma gratuita um ebook e recolhi os melhores textos escritos ao longo destes dez anos e compilei-os nesta obra.
É certo que não tenho muitos seguidores e visitas mas isso nunca me motivou. Quem aparece por lá e bem-vindo, mesmo que sejam dois ou três. Dessa maneira também posso manter o estatuto de blog caseiro e alternativo e isso agrada-me.
De início pensei que poderia escolher dez textos por cada ano. Depressa desisti da ideia pois a escolha era complicada e injusta. Escolhi os que gosto mais, sem grandes critérios.
É visível a mudança de estilo ao longo deste tempo. Desde os “poemas” que não rimam, aos textos tresloucados, passando pelos mini contos, muita coisa mudou em mim sem que eu desse conta. Ainda bem!
A vantagem dos ebooks é que podem ser lidos num tablet ou até no telemóvel, desde que abra o respetivo ficheiro. Para quem está habituado a livros físicos pode parecer estranho ler num ecrã, embora se faça uma habituação relativamente rápida pois o aparelho adapta o tamanho da letra à nossa necessidade tornando a leitura mais confortável. Sendo uma coletânea não aconselho a ler tudo seguido pois torna-se enfadonho. O melhor é intercalar com outro livro.
Convido, assim, todos aqueles que descarregarem este ebook a participarem desta viagem de uma década feita de publicações neste canto perdido na net. Espero que gostem :)
Claro que também podem ir a ummundodiferente.blogspot.com e lerem tudo do início, mas dá mais trabalho.

António Silva (Transcendente)
1/08/2015

Podem descarregar o ebook aqui: https://www.smashwords.com/books/view/565116

quinta-feira, agosto 01, 2013

ANIVERSÁRIO


Hoje sou eu que escrevo sobre mim mesmo. Eu, aquele a quem deram o nome de “Transcendente” numa brincadeira. Não sei porque continuo a usar este nick. Nostalgia talvez, ou se calhar uma enorme teima em criar e manter uma persona na internet. Uma espécie de alter-ego para fugir à rotina.
Hoje reparei, por acaso, que este cantinho perdido na rede, onde deposito os meus pensamentos, devaneios e pequenas histórias, faz 8 anos. Voltei atrás às primeiras publicações e dei por mim a fazer uma verdadeira viagem no tempo. Existem inúmeros textos que já não me lembrava ter escrito. Alguns de muita fraca qualidade, hoje não os escreveria. Outros de pura genialidade, quase que parece que não fui eu que escrevi. Mas os momentos de criatividade saíram da minha mente e desaguaram em palavras.
No entanto todos os textos têm algo em comum: Surgiram inspirados por pessoas, situações, ou fantasias que nasceram das entranhas da minha criatividade. Ao reler do início pude reavivar a memória que o tempo se encarregou de arrumar num canto esquecido da minha mente. 
Rostos que se cruzaram comigo e partilharam um pouco da sua vida, seguindo depois os nossos caminhos que se foram afastando até estarem demasiado longe. Acontecimentos que vivi ou presenciei, pois nem sempre fui eu o protagonista, apenas mero observador e sobre eles opinei ou tentei transformar em poesia. A minha imaginação a voar, livre, maravilhada, solta pelo infinito a descobrir segredos ocultos e a acumular conhecimento…
A cada publicação lida relembrei o momento e o porquê de a ter criado. Algumas tão pessoais que só eu as posso interpretar, embora quem leia também interprete segundo a sua própria vivência e se identifique. Também os sentimentos que me acompanhavam: Alegria; Amor; Dor; Decadência; Desejo; Erotismo; Esperança; Fantasia; Inquietação; Introspecção; Liberdade; Loucura; Magia; Melancolia; Paixão; Paz de espírito; Poder; Raiva; Religião; Serenidade; Solidão (boa e má); Sonhos; Ódio…
A todos etiquetei e partilhei neste cantinho, um mundo diferente, pelo menos para mim. Escrevi, publiquei e esqueci… Segui em frente em busca de novas aventuras. E ainda bem. Sinal que tenho a vida preenchida e não estou preso ao meu passado.
Mas não nego que fico feliz por poder usar esta máquina do tempo quando assim o desejar :)


sábado, maio 07, 2011

PROPOSTA


A felicidade surge na vida de uma pessoa de quando em quando. Não estou a falar de oportunidades ou um golpe de sorte qualquer. Mas de uma espécie de artigo de luxo com que Deus nos presenteia e se o aceitarmos ele nos preenche por completo, dando-nos a tal falada e ambicionada Felicidade!
Claro que muitas vezes, esses presentes de Deus, não vêm embrulhados naquilo que a gente deseja e acabamos por passar por eles ignorando-os e deixando-os ficar.
Acho que com o tempo fui aprendendo a reconhecer estas ofertas e a agarra-las sem receio, atirando-me de cabeça para a felicidade!
Claro que a sombra do medo paira sempre algures e acho que todos sabemos bem, que às vezes é mais fácil ser-se infeliz e viver entre lamúrias. Há muita gente assim, que caiu num ciclo vicioso de tristezas e mágoas. Não sabem nem querem ser felizes e tentam pregar essa filosofia aos outros.
Eu recuso-me a viver com medo! Se a felicidade existe é para ser alcançada! De todas as lutas da minha vida essa é a mais certa a travar. (Se é que podemos chamar luta, ao facto de descobrir a felicidade)
Posso dizer com orgulho - Sim, vou de cabeça ao encontro dessa proposta Divina: Ser Feliz! Por entre coragem, oposições, loucuras e tanta coisa que esteja no caminho, no seu destino eu sei que é lá que está a Felicidade!


sábado, janeiro 22, 2011

OPOSTOS


Sonha comigo! E faz-me sonhar também!
Sejamos opostos que se atraem, fazendo girar o motor de uma nave aventureira. Juntos temos pela frente um caminho a percorrer. Tracemos então uma rota, rumo ao desconhecido. Tendo a certeza que estamos unidos na descoberta da vida, com o sonho como nosso combustível incessante.
Sejamos também inspiração para quem não sonha. Façamos brilhar o olhar de quem está esquecido e sejamos bússola para quem está perdido.
Sejamos reis do nosso pequeno grande mundo! Sem tempo, sem espaço, sem dimensão… Mas eternos!



sábado, novembro 22, 2008

DANÇAR CONTIGO




Moça
Dedico-te uma música estranha
Como é para ti tem de ser estranha
Mas não faz mal
Dançamos na mesma ao som da loucura
Hoje não me apetece pensar
Quero dançar contigo
Excêntrico e extravagante
Escandalizar quem passa na rua
Velhas, pudicas ou beatas
Se for preciso até o padre
Não quero saber
Hoje o mundo é meu
E quero dançar contigo









HIM - Rendezvous With Anus

domingo, julho 08, 2007

FELIZ



- Acorda!
A voz chamou-me de uma maneira alegre. Não me apetecia abrir os olhos, pois havia muita luz. - Onde estou? – Perguntei.
- Dormiste como um bebe. – Respondeu.
- Mas onde estou? – Voltei a perguntar.
- Vamos lá preguiçoso, pensa. – Disse-me a voz. De facto não estava a pensar. Respirei fundo e deixei que a memória me invadisse.
- De facto dormi muito bem. – Disse.
- Está um dia lindo.
- Óptimo. Apetece-me sentir a natureza.
- Tens alguma coisa planeada?
- Nem por isso. Vou tirar o dia para mim.
- Para isso inventaram o Domingo.
- Isso mesmo. – Abri então os olhos, agora já habituados à luz. Sentia-me bem. Tinha dormido profundamente durante várias horas. Sorria naturalmente. Estava feliz.

sexta-feira, março 24, 2006

ODE À PRIMAVERA


A beleza das estrelas da noite limpa
Dissipa-se acordando um novo dia
Lentamente o sol surge como um troféu
Eis que a primavera triunfante se revela

Os meus olhos maravilhados
Mostram-me um mundo renascido
Fadas encantadas contam melodias de sonho
Ecoando fantasia pelos meus ouvidos

Florestas mágicas renascem
Animais encantados passeiam por elas
Os meus pulmões enchem-se de pureza
E os meus sentidos de emoção

O meu coração de cristal
Bombeia magia pelas minhas veias
O meu corpo vibra ao som da natureza
E as minhas emoções evoluem

Sente-se a magia a cobrir a Terra
Os sonhos a recrutar mentes incrédulas
A fantasia a demonstrar o seu poder
E a emoção…
…a preencher os corações vazios



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terça-feira, setembro 13, 2005

UMA LUZ DE ALEGRIA



O amanhã é um olhar doce
É um sorriso pacífico
É a voz da serenidade
Que chama por mim nas minhas fantasias
Já está longe o sorriso triste
O espelho de um coração melancólico
É a ternura da harmonia
Que me aconchega no seu calor

Nas minhas veias o sangue corre quente
Nos meus lábios está o sorriso da minha alegria
O meu olhar perde-se por entre um mar de estrelas
Está perdido mas sabe para onde vai
O meu olhar já não está fixo no nada
Já não ruma sem direcção
Segue a luz da serenidade
Que o chama com o seu esplendor

Dou-lhe a minha mão agora inocente
Vejo o seu olhar explodir em milhões de cores
Vejo o ardor forte de uma paixão a nascer
Sigo feliz o caminho incerto da tranquilidade
Já sei o caminho que vou seguir
Já sei o marco que me guia
Já respiro fundo o oxigénio da paixão
E sigo o caminho da paz e da serenidade