domingo, fevereiro 08, 2026

#gordura

Estais gordas.

Inchadas com tantas banhas.

Os transmontanos quando olham para vocês só pensam em fazer enchidos!

quinta-feira, janeiro 29, 2026

O X no quadradinho



Dai vivas! 

O Zé Povinho votou num banana!

Chegou escondido,

Sem fazer grande alarido,

Politicamente correto, com voz de serenata.


Dai vivas! 

Falava sem pressa,

Expressões doces ao ouvido,

Para encantar o iludido,

Com palavras caras disfarçadas de figura honesta.


Dai vivas!

Batam palmas e façam festa!

O rei está escolhido.

Vai ao trono mais um vendido.

Bolsos cheios de moedas, sem ideias na testa.


Dai vivas!

O Zé povinho elegeu outro banana!

De democrata mascarado,

Não passa de um fantoche articulado,

Com alguém a puxar as cordas de tal figura patética!


domingo, janeiro 25, 2026

quinta-feira, janeiro 01, 2026

Aquela cena das páginas do ano


– Foda-se!

– Lá estás tu a resmungar.

– Explica-me lá outra vez. Esta é a primeira página de quantas?

– Trezentas e sessenta e cinco.

– Isso já dá um livrinho composto.

– A ideia é essa.

– Mas afinal porque tenho de ser eu a escrever?

– Ainda perguntas!? Andas com muita preguiça. Tens o blog às moscas, com muito material para ser tratado e publicado. Não queres saber, portanto é imperativo seres tu a escrever!

– Ó! Estou de vacances e com este frio não dá vontade de escrever.

– Tretas! Já andas com preguiça há mais de meio ano!

– Pronto. Eu escrevo, mas qual é o tema?

– Tu és o escritor, desenrasca-te.

– Espera aí. Esta é uma daquelas cenas em que cada dia do ano é uma página!?

– Sim. Só agora reparaste?

– Bolas! Isso é uma parolice. No dia um, anda meio mundo com esta história, passada uma semana já ninguém se lembra e voltam todos para a rotina. Como te deu na ideia de fazer isto?

– Por aquilo que te disse já há pouco. Precisas de escrever. Uma palavra, uma frase, um parágrafo, uma página por dia. Senão qualquer dia perdes o jeito.

– Olha, se calhar já perdi. De qualquer maneira faço-te a vontade e escrevo a primeira página.

– Muito bem.

– Já o resto, depois logo se vê!  

– São muitas páginas. Escreve e cala-te.

– Por falar nisso, como ainda não desejei, aproveito e deixo os votos de Bom Ano para ti que estás a ler!


domingo, dezembro 14, 2025

Adiante


Por vezes

Num instante

Tudo desmorona


Tão simples

Algo insignificante

Perde harmonia


Sem perceberes

De rompante

Nasce a melancolia


Nessas vezes

O instante

Desfaz a alegria


Demasiado simples

Vida insignificante

Sobra a apatia  


Inútil perceberes 

Felicidade distante 

Existência vazia 


Tantas vezes 

Maldito instante 

Revela a mentira 


Tudo simples 

Verdade gritante 

Acolher a letargia 


Nada a perceberes

Só a realidade

Para ser vivida


Todas as vezes

Vamos adiante

Com (ou sem) energia


Vai simples

Sempre em frente

Rumo à nostalgia 


Para perceberes 

Nada é importante 

Excepto a vida


terça-feira, dezembro 09, 2025

Entre


Eu sou uma espécie de sonho,

mais ou menos recorrente,

que acontece ocasionalmente,

entre o adormecer, o acordar e o viver.


Eu sou uma espécie de ilusão

Filho de uma natureza diferente, 

quem sabe até inexistente,

entre o desejar, o imaginar e o sonhar.


Eu sou uma espécie de desconhecido. 

Habito num mundo distante, 

onde a lógica é irrelevante,

entre o compreender, o inventar e o saber.


Eu sou uma espécie de artesão, 

continuadamente descontente, 

intensamente inquietante,

entre o rimar, o existir e o desassossegar...


Epílogo:

Eu sou uma espécie de enigma!

Entre mim.

Entre os outros.

Entre as forças que fazem o universo girar!


terça-feira, novembro 25, 2025

A poesia é o momento

Dá-me versos com sentimento. 

Se te peço um poema, faço-o por vício de viajar em mundo alheio.

Uma visita guiada entre o extraordinário e o rotineiro.

Palavras pintadas como paisagens cantam beleza num horizonte cheio.

A sinestesia violenta dos sentidos ansiosos pelo paladar de um devaneio.

A poesia é o momento. 

A rima nasce do instante onde o pensamento grita e o papel serve de parteiro.

Letras desenhadas pela anarquia metafísica com a cor inquieta do tinteiro. 

Declaro-me mendigo a suplicar uma esmola em forma de verso verdadeiro.

Não negues esta oferta caridosa a quem tem fome de um universo inteiro.

Pois numa estrofe cabe o firmamento...