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sábado, outubro 07, 2006

COMPREENDO



Meu doce coração negro
Liberta o teu poder maldito
Pois a hora chegou
Prevejo o mais corrosivo mal
Invadir a protecção da noite

Demónios tentadores
Dançam na minha mente
Contando histórias de horror
Ao som da sua tortura esplendorosa
Eu sorrio pois é tempo…

Porque atormentam assim
As almas que repousam na noite?
Lançando pesadelos horrendos
Como sinais sem esperança
A um mundo de ilusões

Eu sei que pode ser justo
Por todo o mal que o homem faz
Deve pagar a sua divida
Os pesadelos dizem a verdade
Torturando justamente

Eu compreendo
A sério que compreendo
Por isso
Meu doce coração negro
Liberta o teu poder maldito

Ajuda-me nesta batalha horrenda…



Manowar - Hail and Kill (live)

sábado, janeiro 28, 2006

APATIA


De repente tudo ficou calmo!
O vento forte que soprava deixou de se sentir. As árvores ficaram imóveis. As nuvens tempestuosas e os fortes trovões apocalípticos afastaram-se, dando lugar ao sol quente. O som das espadas a cruzarem as lâminas e a cortarem a carne deixou de se ouvir, tal como os gritos de agonia e aflição que serviam de banda sonora a este cenário.

De repente tudo ficou tão calmo!
O rio que corria vermelho, banhado pelo sangue de inocentes derramado, corria agora límpido. As feridas daqueles que ainda viviam sararam e os corpos daqueles que jaziam no chão, sem vida e mutilados, desapareceram.

De repente tudo ficou estranhamente calmo!
Os olhos dos inimigos abriram-se e o ódio que os unia desapareceu. As espadas enferrujaram até que se transformaram em pó e toda a mágoa nos corações humanos foi esquecida. O cheiro pútrido que se sentia no ar deu lugar ao perfume das flores que agora brotavam.

De repente tudo ficou demasiado calmo!
Fiquei parado, numa estranha apatia e então apercebi-me que o meu coração estava vazio e os meus sonhos eram agora vãos, nem as lágrimas de sangue me salvavam. Tudo que vi no horizonte era loucura. Então perdi as forças, caí por terra e desisti. Estava tudo demasiado calmo…



sexta-feira, janeiro 06, 2006

AMOR / ODIO

I love you but i hate you



Saboreias o pesadelo da tua dor
Baixas o teu olhar submisso
Eu observo, incapaz de sorrir
É a mágoa torturante que nos acaricia
O meu olhar frio desespera
Os teus lábios tristes chamam-me
Sinto-te implorar por salvação

Mas eu não estou presente
Maravilho-me com as tuas lágrimas
Apenas triste por não te salvar
Sinto a tua agonia desesperada
É a mesma agonia que me aprisiona
Tento ignorar esta tentação cruel
Por isso não te salvo dessa aflição

Fico apático perante a tua mágoa
Deixo-te afogar nas tuas lágrimas
Deixo-me levar por este castigo
Puno-me a mim mesmo por esta dor
Mas deixo-te provar as lágrimas
Este martírio une-nos os dois
Num sofrimento flagelante de prazer

Solta os teus medos aterrorizantes
Agora a solidão e indiferença reinam
A tua dor transforma-se em lágrimas
Tu desesperas sem salvação
Eu nada faço para me redimir
Deixo as tuas lágrimas de angústia correr
Apenas sofro com o teu desgosto


I hate you but i love you


domingo, agosto 28, 2005

E SE...?



E se um dia eu dissesse adeus?
Abdicasse de ideais
E me entregasse aquilo que desprezo
Esquecesse a hipocrisia à minha volta
Neste mundo pútrido que me rodeia

Riscasse a palavra amor do meu dicionário
Deixasse para trás a inocência que me resta
Destruindo o mais ténue sorriso
E levantasse alto uma bandeira negra
Anunciando a beleza da morte

Seria algo belo
Todos os seres malditos deste mundo
Erguerem-se das trevas em que se escondem
Unidos num só e único exército
Feito de ódio e agonia

Rios de sangue inocente
Brotassem da terra infértil
Arrastando-se por entre as montanhas de cadáveres
Num fantástico hino de destruição
Dando lugar à pureza de um mundo aniquilado

E tu,
Nunca te apeteceu dizer Adeus?