Brisa fresca do mar sopra com serenidade e deixa que abra as minhas asas para voar nos teus braços. Deixa-me subir bem alto onde os sonhos me chamam e percorrer o infinito amando a liberdade.
sábado, julho 13, 2013
AMANDO A LIBERDADE
Brisa fresca do mar sopra com serenidade e deixa que abra as minhas asas para voar nos teus braços. Deixa-me subir bem alto onde os sonhos me chamam e percorrer o infinito amando a liberdade.
sábado, julho 06, 2013
O LUGAR
Não sei onde fica, sei apenas que existe e é de lá que sou. Longe ou perto, desconheço o caminho. Guia-me apenas a certeza da sua existência.
Já tentei moldar esta terra à imagem da que eu pertenço. No entanto sou só um e sou exageradamente pequenino quando luto contra tudo e todos ao mesmo tempo.
Além disso, desse lugar que almejo, sei apenas que existe. Portanto, mesmo que fosse capaz, jamais conseguiria recriar o que não conheço.
sábado, junho 22, 2013
DESENHAR SUSSURROS
O homem sentou-se e da mala que trazia consigo tirou uma viola. Ele devia ter à volta de cinquenta anos, tinha o cabelo comprido salpicado pela cor grisalha e a barba já não via uma lâmina há algumas semanas. A sua roupa estava desgastada, certamente pelo uso constante. A sua figura de mendigo contrastava com o sorriso que emanava do rosto e do brilho no seu olhar. Era visivelmente feliz.
Tirou também um pau de incenso que colocou a queimar entre as cordas da cabeça da viola. Então respirou fundo e com as suas unhas longas começou a dedilhar uma melodia fantástica. Parecia que vários instrumentos tocavam em simultâneo. A música tinha tanto de belo como de sobrenatural. Era um som mágico, hipnotizante, sedutor, que despertava sensações arrepiantes de fascínio.
As expressões faciais do homem davam a entender que estava a ter uma conversa com alguém através daquela melodia mágica. Ora se mostrava empolgado como se contasse uma aventura, ora amargurado como se lhe contassem algo triste, ora emocionado como se tivesse a fazer uma declaração de amor. Por vezes parecia desenhar sussurros nos seus lábios, que acompanhavam as notas encantadoras que raiavam das cordas da viola.
Que estranha conversa era aquela? Com quem falava ele naquela linguagem feiticeira? Seria com a natureza que o rodeava? Com a alma da floresta? Com os espíritos que assistiam àquela melodia encantada? Ou seria apenas a loucura de um génio a conversar com ele mesmo num momento de criatividade divina? Decidi que não quero saber a resposta. Há coisas que não se explicam e devem permanecer assim na memória. Envoltas num cenário de magia…
sábado, junho 01, 2013
SILHUETA
Os teus gemidos de deleite são como poesia encantada declamada na linguagem dos anjos. O teu rosto emana beleza quando te entregas a estes momentos inebriantes. Toda a tua silhueta se torna deslumbrante e todo eu me transformo em fogo para te provar. Sentir o gosto da tua carne, da tua sensualidade, da tua feminilidade mágica na minha boca voraz enquanto as minhas mãos ferozes te agarram para mim e louco te possuo.
Perco-me no teu olhar de êxtase e contemplo a tua face divinal. Tudo se torna esquecimento, tudo se torna vida, tudo é entrega, num caos de sensações carnais onde o espírito mergulha fascinado.
No apogeu do momento, quando tudo é luxúria, quando nós somos um e juntos somos magia, um universo é criado pelas forças que nos unem.
sábado, maio 25, 2013
AMANHECER
Interrogo-me que navios fantasma impulsionas tu nas suas velas desgastadas pelo tempo, nesse céu transformado em mares de lembrança?
Sopra para terras distantes, para outros povos e outras vidas. Leva contigo o passado e deixa que a manhã traga o futuro no seu amanhecer radiante.
sábado, maio 18, 2013
EXTREMOS DE MIM
Parte de mim é o desígnio de Deus; a outra parte resulta da minha própria vontade.
Parte de mim é uma massa disforme e grotesca; a outra parte é de uma beleza inebriante.
Parte de mim são palavras sem sentido; a outra parte é poesia escrita num momento de criatividade divina.
Parte de mim é ódio raivoso como um demónio indomável; a outra parte é amor tal como um anjo enviado dos céus.
Parte de mim é derrota humilhante; a outra parte é vitória triunfante.
Parte de mim é caos imprevisível a dançar ao som de todos os ritmos; a outra parte é ordem, perfeita e severa onde o erro não existe.
Parte de mim é o esquecimento trazido pelo tempo; a outra parte é o futuro a ser edificado.
Parte de mim são segredos ocultos e profanos escondidos nas sombras; a outra parte é magia alva como a luz do dia.
sábado, maio 11, 2013
DESPERTAR
Quero acordar!
Despertar deste sono profundo em que mergulhei. Afastar este mar de marasmo que me envolve. Libertar-me do mundano que me prende.
A derrota aparece de onde menos se espera. Ataca de forma imprevisível e goza-nos em tom de sarcasmo. Suponho que seja o preço a pagar por se prestar culto à inteligência.
Assim estou: derrotado e envolto em sonolência a observar os dias que passam sem história.
Sobra-me tempo para inventar desejos.
Mas desejar não basta! Quero a glória das grandes vitórias. Que o meu nome seja sinonimo de triunfo!
Não me vou deixar adormecer quando a vontade que existe em mim é acordar!
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