sábado, agosto 07, 2010
ENSAIO
Peço desculpa a quem deseja que eu ame, mas hoje não sou capaz. Não consigo ver gente feliz. A simples ideia de saber que existe gente cheia de felicidade irrita-me. Hoje sou filho do ódio! Este sentimento asqueroso tomou conta de mim. Deixou o meu coração gélido e um fogo ardente no meu estômago, que me vai consumindo por dentro. Se o ódio é o meu pai, a vida é a minha mãe (ou madrasta). Apelidem-me de monstro, besta, animal… Mas afastem-se de mim. Metem-me nojo! Se o ódio existe, é porque serve para ser sentido. Logo, não deve haver nada de extraordinário naquilo que sinto. Raiva, ansiedade, solidão, inveja, desespero, até mesmo loucura! Tudo misturado, como se fosse uma poção maléfica, no caldeirão de uma bruxa malvada, pronta a ser julgada, torturada, queimada pela inquisição! E eu aqui perdido no meio, sem saber para onde ir. Enfim, suponho que seja apenas mais um dia na vida de uma pessoa normal…
sábado, julho 03, 2010
LUZ FEITICEIRA

Lua
Porque te escondes do dia?
E levas para longe
Os sonhos de outrora…
Idealizei a vitória,
Promovi a vida,
Desejei quebrar barreiras,
Tudo debaixo do teu brilho,
Com o símbolo da tua magia!
Mostra-me o lugar
Que prometeste para mim,
Onde não há grilhões
E o ar não me sufoca,
Como uma corda que enforca
Tudo que tinha ambicionado…
Lua
Porque me soltaste neste dia?
Onde não sinto a liberdade,
Nem encontro a tua luz,
Como antigamente
Me guiava na noite…
No entanto não morre a esperança,
Que um dia me deste a conhecer,
E a certeza que a noite vai voltar
Deixando a descoberto
Essa tua luz feiticeira,
Que me indicará o caminho…
Porque te escondes do dia?
E levas para longe
Os sonhos de outrora…
Idealizei a vitória,
Promovi a vida,
Desejei quebrar barreiras,
Tudo debaixo do teu brilho,
Com o símbolo da tua magia!
Mostra-me o lugar
Que prometeste para mim,
Onde não há grilhões
E o ar não me sufoca,
Como uma corda que enforca
Tudo que tinha ambicionado…
Lua
Porque me soltaste neste dia?
Onde não sinto a liberdade,
Nem encontro a tua luz,
Como antigamente
Me guiava na noite…
No entanto não morre a esperança,
Que um dia me deste a conhecer,
E a certeza que a noite vai voltar
Deixando a descoberto
Essa tua luz feiticeira,
Que me indicará o caminho…
sábado, junho 26, 2010
sábado, junho 19, 2010
OUTRA HISTÓRIA
Olho para ti com desejo
E condeno-me a mim mesmo.
Não é crime o que sinto
Mas tu és uma prisão
Com grades de nostalgia
E o tempo carcereiro.
Talvez o que sinta nem seja verdade.
Seja apenas o reflexo,
De algo que poderia ter sido
Noutra história
Com outros personagens.
Deixo-te passar então por mim.
Uma mera personagem,
Que depois será esquecida,
Mas que me fez desejar
Aquilo que não tenho…
sábado, maio 22, 2010
UM POUCO DE REVOLTA
Beija-me na boca, Anarquia
E vem amar-me
Calando o moralismo.
Vamos juntos assistir ao fim do mundo.
A sociedade dá-me náuseas.
Onde estão os ideais?
Não sei se sou comunista ou fascista,
Para mim é tudo falso!
Foda-se lá para o tempo e para o dinheiro
Que nos roubam a vida!
Dante diz que no inferno não há esperança,
Pois eu digo que aqui também não há muita!
Malditos sejam os poetas
Que escrevem versos que nos torturam o pensamento.
Será que alguém me deixa ser gente,
No meio de regras e exigências?
Maldita seja a ciência
Que explica as coisas que existem.
Será que a compreensão afinal faz falta,
Se no fundo estamos presos ao mundo?
Na realidade sou apenas mais uma vítima,
Dum egoísmo pútrido
Que me come as entranhas da alma!
Sou mais um a julgar e a ser julgado.
A tentar sobreviver no meio da multidão,
Agarrado a desejo qualquer…
E vem amar-me
Calando o moralismo.
Vamos juntos assistir ao fim do mundo.
A sociedade dá-me náuseas.
Onde estão os ideais?
Não sei se sou comunista ou fascista,
Para mim é tudo falso!
Foda-se lá para o tempo e para o dinheiro
Que nos roubam a vida!
Dante diz que no inferno não há esperança,
Pois eu digo que aqui também não há muita!
Malditos sejam os poetas
Que escrevem versos que nos torturam o pensamento.
Será que alguém me deixa ser gente,
No meio de regras e exigências?
Maldita seja a ciência
Que explica as coisas que existem.
Será que a compreensão afinal faz falta,
Se no fundo estamos presos ao mundo?
Na realidade sou apenas mais uma vítima,
Dum egoísmo pútrido
Que me come as entranhas da alma!
Sou mais um a julgar e a ser julgado.
A tentar sobreviver no meio da multidão,
Agarrado a desejo qualquer…
sábado, abril 24, 2010
VAGUEAR
Será que há vida no vazio?
Como posso encontrar vida, se tudo à volta parece vazio?
O espaço e o tempo tornaram-se meros factores numa equação inútil. Procuro apenas respostas, a questões que nem sei formular.
Frases feitas, filosofia da treta, psicologia caseira, só me irritam ainda mais. Deus mostrou-me um caminho mas aparentemente perdi-me. E agora?
Talvez me tenha esquecido que sou apenas humano. Talvez me tenha alimentado demasiado tempo com poesia. Palavras etéreas descrevendo sentimentos que nem sequer sentia, ou que se dissiparam facilmente no esquecimento.
Acho que os humanos não vivem assim, nem tão pouco vivem aqui, por onde vagueia a minha mente...
sábado, abril 03, 2010
COMPREENDER...

Porque no meio desse sofrimento atroz,
Ainda me olhas com compaixão?
Não compreendo…
Dizem que És Deus,
Mas se assim é porque Te entregas à morte?
Talvez saibas que vais ressuscitar,
Mas por enquanto, definhas nessa cruz,
Sujeito à mísera condição humana,
Por isso a dúvida vem ter contigo.
Será que vale a pena essa entrega ao sofrimento?
Como Deus És invencível,
Como homem És frágil.
Então porque escolheste ser homem?
Falas num Reino de Paz, sem dor ou mágoa.
Um mundo novo que virá dos escombros da humanidade.
Mas tanta coisa tinha de modificar…
Porque não mudas tudo Tu mesmo?
Em vez disso preferes que sejamos nós a mudar,
Com as nossas fraquezas, defeitos e limitações.
Como podemos mudar tanto, se poucos Te ouvem?
Uns ignoram-Te, outros entregam-se à perdição,
Outros mesmo lutam contra Ti.
Será então que vale a pena mudar?
Não seria mais fácil ser a Tua vontade a soberana
E simplesmente desejares que mudemos?
Não compreendo essa cruz,
Essa agonia, essa entrega, esse olhar…
Porque é que tenho de ser eu a mudar?
Não era mais fácil apenas desejares que eu mude?
Seria mais fácil mudar se não tivesse vontade…
Olho a cruz e a minha mente inunda-se de questões.
Sofrimento e solidão…
Porque quiseste assim?
Porque queres que seja eu a mudar?
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