sábado, junho 26, 2010
sábado, junho 19, 2010
OUTRA HISTÓRIA
Olho para ti com desejo
E condeno-me a mim mesmo.
Não é crime o que sinto
Mas tu és uma prisão
Com grades de nostalgia
E o tempo carcereiro.
Talvez o que sinta nem seja verdade.
Seja apenas o reflexo,
De algo que poderia ter sido
Noutra história
Com outros personagens.
Deixo-te passar então por mim.
Uma mera personagem,
Que depois será esquecida,
Mas que me fez desejar
Aquilo que não tenho…
sábado, maio 22, 2010
UM POUCO DE REVOLTA
Beija-me na boca, Anarquia
E vem amar-me
Calando o moralismo.
Vamos juntos assistir ao fim do mundo.
A sociedade dá-me náuseas.
Onde estão os ideais?
Não sei se sou comunista ou fascista,
Para mim é tudo falso!
Foda-se lá para o tempo e para o dinheiro
Que nos roubam a vida!
Dante diz que no inferno não há esperança,
Pois eu digo que aqui também não há muita!
Malditos sejam os poetas
Que escrevem versos que nos torturam o pensamento.
Será que alguém me deixa ser gente,
No meio de regras e exigências?
Maldita seja a ciência
Que explica as coisas que existem.
Será que a compreensão afinal faz falta,
Se no fundo estamos presos ao mundo?
Na realidade sou apenas mais uma vítima,
Dum egoísmo pútrido
Que me come as entranhas da alma!
Sou mais um a julgar e a ser julgado.
A tentar sobreviver no meio da multidão,
Agarrado a desejo qualquer…
E vem amar-me
Calando o moralismo.
Vamos juntos assistir ao fim do mundo.
A sociedade dá-me náuseas.
Onde estão os ideais?
Não sei se sou comunista ou fascista,
Para mim é tudo falso!
Foda-se lá para o tempo e para o dinheiro
Que nos roubam a vida!
Dante diz que no inferno não há esperança,
Pois eu digo que aqui também não há muita!
Malditos sejam os poetas
Que escrevem versos que nos torturam o pensamento.
Será que alguém me deixa ser gente,
No meio de regras e exigências?
Maldita seja a ciência
Que explica as coisas que existem.
Será que a compreensão afinal faz falta,
Se no fundo estamos presos ao mundo?
Na realidade sou apenas mais uma vítima,
Dum egoísmo pútrido
Que me come as entranhas da alma!
Sou mais um a julgar e a ser julgado.
A tentar sobreviver no meio da multidão,
Agarrado a desejo qualquer…
sábado, abril 24, 2010
VAGUEAR
Será que há vida no vazio?
Como posso encontrar vida, se tudo à volta parece vazio?
O espaço e o tempo tornaram-se meros factores numa equação inútil. Procuro apenas respostas, a questões que nem sei formular.
Frases feitas, filosofia da treta, psicologia caseira, só me irritam ainda mais. Deus mostrou-me um caminho mas aparentemente perdi-me. E agora?
Talvez me tenha esquecido que sou apenas humano. Talvez me tenha alimentado demasiado tempo com poesia. Palavras etéreas descrevendo sentimentos que nem sequer sentia, ou que se dissiparam facilmente no esquecimento.
Acho que os humanos não vivem assim, nem tão pouco vivem aqui, por onde vagueia a minha mente...
sábado, abril 03, 2010
COMPREENDER...

Porque no meio desse sofrimento atroz,
Ainda me olhas com compaixão?
Não compreendo…
Dizem que És Deus,
Mas se assim é porque Te entregas à morte?
Talvez saibas que vais ressuscitar,
Mas por enquanto, definhas nessa cruz,
Sujeito à mísera condição humana,
Por isso a dúvida vem ter contigo.
Será que vale a pena essa entrega ao sofrimento?
Como Deus És invencível,
Como homem És frágil.
Então porque escolheste ser homem?
Falas num Reino de Paz, sem dor ou mágoa.
Um mundo novo que virá dos escombros da humanidade.
Mas tanta coisa tinha de modificar…
Porque não mudas tudo Tu mesmo?
Em vez disso preferes que sejamos nós a mudar,
Com as nossas fraquezas, defeitos e limitações.
Como podemos mudar tanto, se poucos Te ouvem?
Uns ignoram-Te, outros entregam-se à perdição,
Outros mesmo lutam contra Ti.
Será então que vale a pena mudar?
Não seria mais fácil ser a Tua vontade a soberana
E simplesmente desejares que mudemos?
Não compreendo essa cruz,
Essa agonia, essa entrega, esse olhar…
Porque é que tenho de ser eu a mudar?
Não era mais fácil apenas desejares que eu mude?
Seria mais fácil mudar se não tivesse vontade…
Olho a cruz e a minha mente inunda-se de questões.
Sofrimento e solidão…
Porque quiseste assim?
Porque queres que seja eu a mudar?
sábado, janeiro 30, 2010
CONFISSÃO
Sinto tédio…
Sinto-me como um oásis
No meio de gente banal.
Peço desculpa por estar a julgar os outros
(Mas também me julgam a mim).Não é que me ache superior,
Se assim fosse
O fardo da superioridade seria bem pesado!
O meu espírito está constantemente inquieto,
Em busca de algo novo.
É cruel,
Irrequieto,
Frustrante…
Tenho tanta coisa em mente,
Não me consigo decidir por nada!
Talvez precise apenas de um amigo.
Um daqueles que me ouve,
Compreende, ou pelo menos me aceite.
Oiça a minha confissão
Mas não me passe penitência.
Ora desejo música alta,
Ora anseio o silêncio.
Não encontro um equilíbrio…
Sou estranho!
(Talvez não. Talvez seja apenas mais um.)
Alivia-me olhar para estas palavras de desabafo,
Mesmo que não digam grande coisa,
Sinto-as como se fossem um amigo,
Que tem uma boa conversa comigo.
sábado, janeiro 16, 2010
ORAÇÃO DA VONTADE INVENCÍVEL
Heróis do passado
Deuses caídos no esquecimento
Forças que equilibram o universo
Oiçam a minha súplica
De guerreiro ansioso
Façam de mim relâmpago
Para que com a minha luz
Abra fendas na noite escura
Gente de todas as raças
Deuses de todos os credos
Ciência de pura lógica
No tempo incompreensível
Na consciência do mundo
Deixem o meu nome tatuado
Por aço, fogo e voz
Para que seja sempre presente
Mendigos sem lar
Reis e governantes
Povo sem qualquer tipo de fé
Escutem o que acham calado
O meu olhar a uivar com o meu desejo
A minha música a entoar a minha paixão
O meu grito a impor as minhas conquistas
E o meu punho erguido por entre as trevas
Bocas caladas
Canetas pousadas
Folhas em branco por escrever
Rejubilai de alegria
Hoje começa uma nova história
Sobre as minhas façanhas heróicas
Que trema o futuro e se alegre a justiça
Pois hoje emerjo das sombras
Deuses caídos no esquecimento
Forças que equilibram o universo
Oiçam a minha súplica
De guerreiro ansioso
Façam de mim relâmpago
Para que com a minha luz
Abra fendas na noite escura
Gente de todas as raças
Deuses de todos os credos
Ciência de pura lógica
No tempo incompreensível
Na consciência do mundo
Deixem o meu nome tatuado
Por aço, fogo e voz
Para que seja sempre presente
Mendigos sem lar
Reis e governantes
Povo sem qualquer tipo de fé
Escutem o que acham calado
O meu olhar a uivar com o meu desejo
A minha música a entoar a minha paixão
O meu grito a impor as minhas conquistas
E o meu punho erguido por entre as trevas
Bocas caladas
Canetas pousadas
Folhas em branco por escrever
Rejubilai de alegria
Hoje começa uma nova história
Sobre as minhas façanhas heróicas
Que trema o futuro e se alegre a justiça
Pois hoje emerjo das sombras
Subscrever:
Mensagens (Atom)





