sábado, novembro 07, 2009

MÚSICA VADIA


O mundo está calmo.
Ou então sou eu que vejo a calmaria, atrás do muro de solidão que me rodeia.
De qualquer forma, é-me indiferente. Apenas me está saber bem este momento de fim de tarde de sexta-feira, com a música por companhia.
Vem aí o fim-de-semana e as pessoas estão já com o seu pensamento bem longe. Ainda bem. Os meus pensamentos já são demais, não quero ser consumido pelos dos outros.
Entre a preguiça e a descontracção deixo o tempo passar devagar e ponho de parte a calmaria (ou ansiedade) que se dispersa à minha volta. Por momentos também me esqueço de mim e deixo a minha fantasia nadar por entre os acordes desta música vadia que me veio acompanhar…


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sábado, outubro 17, 2009

QUANDO SE REPETE A ESPERANÇA E O TALVEZ...



Triste é o sorriso, que esconde a falta de esperança…
Talvez a esperança seja apenas uma palavra,
Talvez a esperança seja apenas um sonho que se dissipa,
Talvez…
Talvez eu negue a esperança,
Para a trocar pelos meus pensamentos!
Talvez esteja apenas perdido!
E secretamente tenha a esperança,
De um dia me encontrar…


sábado, setembro 26, 2009

O MAPA



Velho relógio que avanças contando o tempo,
Tempo que apenas mede a estranha velocidade
Com que dia após dia vamos envelhecendo.
Tempo que afasta, tempo que traz de volta
Como se de distância se tratasse
Nesse mapa chamado vida…


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sábado, agosto 29, 2009

ENCRUZILHADA


Deixei-me levar pela insónia
Foi então que pela noite dentro
Me esqueci de mim
E nasceu um novo eu
Nunca tive grande temor pelo esquecimento
Mas na timidez do meu coração
Nutro uma paixão pelo acto de renascer
E recrio-me novamente…
Será necessidade ou vício?
Não sei: Renasço e esqueço
Tomo um novo caminho
Numa encruzilhada qualquer

Deixo que o adormecer inquieto
Me leve pelo cosmos dos sentimentos
E o acordar renascido
Me abra a porta para mim mesmo…


sábado, julho 25, 2009

PINTAR COM POESIA



Hoje não me apetece pintar a vida de poesia.
Quero ser directo, rude, bruto, animal… Besta insensível, que de humano tem apenas a aparência.
Não encontro qualquer harmonia no que me rodeia e até a melancolia, fiel companheira de horas solitárias, esgotou a sua fonte de inspiração.
Aquilo a que chamam romantismo, amor e coisas similares, já me mete nojo!
Sim! Já sei que me vão condenar. Apontar o dedo e talvez até excluir-me. Pouco me importa! Sinceramente até agradeço! É sinal que não sou um espectro que passa despercebido pela sociedade, cheia de falsa moral e hipocrisia em cada esquina.
Hoje até sou capaz de amar este mundo, no topo desta arrogância que subitamente me visitou. No fundo até compreendo estas estranhas leis, que vangloriam a verdade e a justiça! São uma mentira, inventada para disfarçar actos pútridos de gente “perfeita”…
Pois é, cá estou eu a julgar! Porque será?
Sim, já me lembrei. Também eu faço parte desta loucura.
Amem-me ou odeiem-me! Mas hoje não esperem de mim actos fingidos, palavras doces e muito menos, poesia no olhar!



sábado, julho 11, 2009

HOJE


Sem nada a dizer.
Tudo se resume a esta frase quando o cansaço se apodera da minha vontade.
Silêncio de palavras, de letras, de acções e sentimentos. Um olhar mudo. Sendo os meus desejos uma taça cheia de vazio. Talvez se encontre uma gota de esperança, mas, perdida algures no esquecimento.
Uma imensa apatia. É aquilo que hoje tenho para dar.
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sábado, junho 27, 2009

ESCRITA VADIA



Ando por aí
Encostado pelos cantos
Em busca de um sítio
Onde haja silêncio

Há demasiado barulho no mundo
Nas vozes das pessoas
Nas palavras dos jornais
Em músicas sem história

Procuro um lugar
Onde tudo esteja calado
Não seja obrigado a raciocinar
Sem regras nem obrigações

O mundo fala demais
Com vozes divididas
Banhadas em anarquia
Vendendo incoerência

Não quero comprar nada
Sossego talvez
Mas isso não se vende
Então calem os vossos pregões

Não compro ideais
Não sigo utopias
Não quero ser mais um a berrar
Para que o mundo não oiça