sábado, junho 28, 2008

QUEM SABE?…


Gostava que compreendessem a minha solidão
Que aceitassem a minha necessidade de me isolar
De ficar só comigo mesmo para esquecer o mundo
E ao esquecer o mundo talvez o compreenda
Quem sabe até sinta falta dele na sua confusão
Até porque eu faço parte do mundo na sua insanidade
Mas preciso desta solidão para ser eu mesmo
Para me encontrar, libertar, purificar, encontrar paz…
Uma paz tão doce, tão terna, tão serena que me recria
E eu renasço nesta solidão livre que me apazigua
Gostava que não me julgassem e respeitassem
Preciso destes momentos solitários para me libertar
Talvez seja diferente quem sabe?… Pois que seja!
Se sou diferente dos outros, peço que aceitem
Que respeitem a diferença pois nela está a beleza
Se quero estar só, deixem-me, para que seja eu
Deixei-me ser eu, na minha diferença e solidão
Deixem-me mergulhar na serenidade e encontrar Paz
Para que quando voltar… Vos leve essa Paz também…



Crematory - The Fallen

sábado, junho 21, 2008

A RAINHA DOS MALDITOS (QUEEN OF THE DAMNED)

Hoje não me apetece publicar um texto... Deixo-vos com o filme "A Rainha dos Malditos", um dos meus filmes favoritos, que encontrei no youtube.

Um filme de terror ou uma história de amor? Decidam vocês..



































sábado, junho 07, 2008

A MORADA DOS LOUCOS



Esta gritara incomoda-me
Quero que se calem
As vossas vozes irritam-me
Metem-me nojo
Dão-me náuseas
Façam silêncio
Já vos mandei calar
Calem o tempo
Calem as paredes
Calem a luz
Calem a escuridão
Calem o mundo
Ou deixem-me amar a loucura
Ser invadido por castas de demónios
Deixar que ódio me corra nas veias
Abrir as portas do terror
Enquanto me gela o olhar
E transforma em pedra o meu coração
Em poeira os meus sentimentos
Em fogo o meu sangue ainda humano
Calem-se para que descanse
Quero ficar apático
Calado no silêncio
Sem pensar
Mas quem pensa não sou eu
É a insanidade
É essa gritaria que me enlouquece
Esta confusão deixa-me tresloucado
Num desespero agitado
Numa insónia sem sentido
Porque os monstros não dormem
Enlouquecem
E como vocês não se calam
Eu enlouqueço para não vos ouvir
Para vos calar
Nem que vos corte as gargantas
Para já calo-me eu
Vou habitar a morada dos loucos
E esperar que se calem
Ou então que vos cale eu





Moonspell - Scorpion Flower

sábado, maio 31, 2008

O DOCE SABOR DO VINHO


Hoje brindo
Ergo este cálice bem alto e brindo
Brindo com o meu melhor vinho
Brindo aos meus inimigos
Brindo pela raiva que me têm
Brindo à vida que desperdiçam
Brindo à inveja que os consome
Brindo porque me orgulho de mim
Brindo porque tenho pena
Pena de quem desespera com cobiça
De quem tem um coração corroído pelo ódio
Pena de quem não sabe viver
Hoje brindo
Saboreio este vinho doce calmamente
Brindo porque tenho paz
Brindo porque sou forte
Brindo… porque sei sorrir

sábado, maio 24, 2008

MELODIA ROUCA


Perdido neste momento solitário
Levo esta harmónica à minha boca
Gentilmente os meus lábios a tocam
Como se um beijo carinhoso lhe desse
E tal como um beijo sai espontâneo
Sem ensaio improviso uma melodia
Uma musica que sai do meu sopro
Por entre o tom morno da harmónica
Nascem acordes de tristeza e alegria
As notas tocadas contam uma história
Falam de sentimentos escondidos
De loucas aventuras vividas
Amores perdidos e paixões ardentes
De desejos ocultos no olhar…
Disperso nesta melodia rouca
Vou desenhando novos sons
Falando de mim ao mundo calado
Beijando esta harmónica de tom morno
Improvisando uma estranha melodia
Perdido neste momento solitário








Ennio Morricone For a few dollars more

sábado, maio 17, 2008

POEMA DO VELHO PIRATA



Aos vossos postos reles piratas!
Icem as velas deste pútrido navio!
O vento chama por nós uivando.
Zarparemos a coberto do nevoeiro,
Nesta noite em que a Lua vadia.
Canta connosco o hino de terror.

Malditos bêbados preguiçosos!
Hasteiem a nossa bandeira vermelha,
Esfarrapada pelo tempo irremissível,
Mas manchada com a cor do sangue,
De todos aqueles que esventramos,
Trespassados pelo frio da espada.

Vamos rapazes, hoje é noite de festa!
Esta velha carcaça zarpa novamente!
Deixem que o vento uivante nos leve.
Cantem para que todo o mar nos oiça.
Entoem hinos sobre tesouros nefastos,
Saques terríveis, maldições e glória.

Seu bando de bandidos renegados!
Piratas salteadores, sem lei, nem honra!
Oiçam a minha voz corroída de ambição.
Eu, o vosso capitão hediondo vos digo:
Que novas aventuras nos chamam,
Por entre o convés podre desta barca.

Aos canhões seus miseráveis!
Façam ecoar uma salva de fogo,
Por entre este nevoeiro amaldiçoado.
Que tremam os justos navegantes,
Porque nesta noite condenada,
Os piratas zarpam no seu navio infernal.

Sigamos mar a dentro marujos imundos!
Este nevoeiro cerrado está connosco!
Que tremam os nossos inimigos.
Hoje pilharemos sem misericórdia,
Degolaremos a garganta dos heróis,
E tomaremos as mulheres com ardor!

Cantem homens, cantem vitoriosos.
Feitos de pirataria, pilhagens audazes!
Praguejem orgulhosos da vossa insurreição.
Nada pára este velho navio maldito,
Nada pára a nossa vida de aventura,
Nada sacia a nossa fome por ouro!

Ergam as vossas espadas orgulhosos!
Pois uma nova viagem nos espera.
Muitos mapas de muitos tesouros.
Muitas maldições cairão sobre nós.
Mas unidos cuspimos sobre o perigo,
Invencíveis neste navio assombrado.

Alegremo-nos, vil escumalha desprezível!
Transformemos o oceano em inferno
E nas suas chamas naveguemos esta barca!
Oiçam a voz encantada que o vento traz.
Grita o nosso nome com fervor.
É a voz dos Deuses da guerra e do medo.

Sintam o cheiro do mar nesta noite maldita!
Inebria-me o aroma da liberdade!
Homens, ladroes, assassinos, piratas…
Assim somos nós, livres neste navio,
Que ruma imponente por entre a bruma
E na sua rota nos leva a façanhas imortais…



Ensiferum - Token of Time

sábado, maio 10, 2008

POUCO IMPORTA



Tenho vontade de desistir
Deixar tudo para trás
O futuro não me prende
O passado está esquecido
Tudo que tenho não me completa
Os meus sentimentos são frios
O amor apenas uma palavra
E os meus desejos passageiros
Quem sou pouco importa
O que alcancei nada me diz
Poeta
Guerreiro
Rei
Deus
Mestre e Senhor
Herói numa história apática
Nem sei porque escrevo isto
Se o que quero é desistir
Mas desistir é apenas um desejo
De um corpo cansado ao adormecer
E os meus desejos são passageiros
Por isso vou esperar
Aquilo que o que o sono me diz
No conforto da noite conselheira
Se hoje quero desistir…
…amanhã vou querer continuar…




Serj Tankian - Sky Is Over