Viver e morrer
Rir e chorar
Mas uma vez perdida a inocência
Nunca voltaras a ser o mesmo
Viver as ambições
Ou pelo menos pensar que sim
O fardo pesado
De querer sempre mais
Corta-te as asas
Afunda-te no abismo
Ambição ou nada
Podridão ou nada
És meu inimigo
Apesar do sorriso
Mais cedo ou mais tarde
Vais ser minha vítima
Receber o meu punhal no teu peito
Antes que prove o teu veneno
Esses arrepios que sentes
São a minha noite que cai sobre ti
Não perdes as hipóteses
Que a vida te dá
Mas pelo caminho
Esqueces-te de viver
Mas eu não me esqueço
Do rosto do ódio
Só se vive uma vez
Não quero desperdiçar
A vontade de evoluir
Nesta corrida sem nexo
Bafo pútrido de ódio
Enche os meus pulmões de raiva
Quero viver de outra forma…
Bafo ofegante de ódio
Símbolo de uma vida vazia
Leva o meu coração para longe…
Sol negro de raiva
Queima as minhas asas de ouro
Quero viver de outra forma…
Sol gelado de raiva
Símbolo de um abismo frio
Leva o meu coração para longe…
Abismo vazio de alegria
Afunda-me no meu contentamento
Quero viver de outra forma…
Abismo desprovido de alegria
Símbolo de uma vida esgotada
Leva o meu coração para longe…
Enquanto te afogas na tua vida rotineira Esbanjas o teu tempo escasso Com pensamentos tontos na tua mente Quando o tempo está do meu lado Aborreces-te perdendo o teu tempo Tentando que eu esqueça o orgulho
Quando estou em baixo A minha mente está noutro lugar Dói-te alegremente o som do meu choro Quando o tempo está do meu lado Vivo tal como eu quero Sabes que é assim o meu orgulho
Mas tu tentas que engula o meu orgulho Assim não facilita a minha entrega Quando o tempo está do teu lado Esbanjas os teus pensamentos tontos Por entre dúvidas pouco explicitas Assim nada fica claro
Às vezes torna-se complicado Tornar o tempo em realidade…
O sonho, mundo distante habitado por visionários a quem os resignados chamam loucos. Muito para além do que os olhos vêem, bem no centro do que o coração sente. O sonho, mundo onde se vive o que está para além da vida, onde a fantasia é realidade. Onde tudo existiu mesmo antes de existir, onde tudo acontece de forma diferente. Onde o desejo é vivido sem medos, pois nos sonhos não há juízes que condenam ao desdém. Somos livres para além de tudo, a fronteira não existe e a paixão explode sem limites. É assim o sonho, vivido pelos loucos, pela loucura e para a loucura. Vivido pelos que fantasiam… Talvez sentido pelos que sabem viver, pois não é em vão que dizem: “O sonho comanda a vida”…
Ele é um guerreiro perdido nos sonhos, lutando por uma causa que nem ele sabe como explicar.
Vagueando pelo infinito, tendo a solidão por companheira, tenta conquistar as palavras escondidas. Ele vive entre a multidão apática! Esqueceu a inocência! Ser dono do vazio é a sua riqueza. Nas trevas se aconchega buscando o conforto da solidão gélida, imaginando um coração puro. A luz que o destrói é a sua sedução! Ambiciona ser frágil para que o seu coração seja partido e volte então a bater forte…
Que bem que me está saber este momento Um espaço perdido no tempo Alguns minutos esquecidos pelo relógio Um simples estado quase eterno Em que estou sozinho No meio de tantos Entre pessoas que discutem a sua vida Vida que percorrem sem sentido As suas vozes falam Mas não dizem nada Passo despercebido neste momento Neste instante esquecido no tempo Ouço apenas atento Esta música mágica que me hipnotiza Que cala a voz dos outros Que me faz ficar esquecido Perdido num momento Esqueço o meu coração vazio Deixo esta música mágica Percorrer as minhas veias Ser bombeada no meu peito Esboço um sorriso melancólico Ao lembrar que o amanhã vai voltar E uma doce ternura me vem acariciar
Os anjos cantam um hino de glória Um feitiço lançado ao vento Invocando a si paixão entre sonhadores A magia oferecida pelos Deuses Traz vida eterna neste ritual Em que os sonhadores se tentam
Vês um mundo cheio de raiva Escutas um mundo cheio de mágoa Cada dia que passa algo novo Mas a mensagem é sempre a mesma Grande é o fardo da tua solidão Refugias-te num doce sonho Para fugir ao teu vazio Mesmo assim adias a noite Em que os Deuses te elevam às estrelas E te mostram a magia do infinito
Perguntas-me o porquê Mas eu apenas te posso mostrar O que é sentir esta magia gloriosa Com o poder de atravessar o infinito
O teu coração recusa-se a escolher Aquilo que foste destinada a ser Mas apenas adia a noite Em que os deuses nos convocam para o ritual E nos mostram a magia do universo Continuas a lutar contra as mágoas do mundo Convencida que as vences a todas E choras de desespero Agarrada aquilo em que tentas acreditar Tentando mostrar que não tens medo
E perguntas-me o porquê De sermos eleitos pelos Deuses Para viver esta magia gloriosa Fundindo-nos com o próprio infinito
E os anjos cantam fantásticos hinos de glória Enquanto um feitiço é lançado ao vento Invocando a si esta união de heróis Fazendo chover sobre nós magia Tornando este momento imortal Neste ritual em que os sonhadores se encontram