segunda-feira, setembro 19, 2005

BEM-AVENTURADOS...




Bem-Aventurados aqueles que partem o coração, pois deles são as lágrimas mais puras...

Bem-Aventurados os loucos, pois deles é a sabedoria mais genuína…

Bem-Aventurados aqueles que sorriem sob o peso de um coração melancólico, pois deles é a alegria mais amarga…


Bem-Aventurados os que vivem no calor da noite, pois deles é a luz mais verdadeira…


Bem-Aventurados os solitários, pois deles são as noites mais frias…


Bem-Aventurados os sonhadores, pois vivem a vida mais intensa…


Bem-Aventurados os apaixonados, pois deles é o desejo mais ardente…



terça-feira, setembro 13, 2005

UMA LUZ DE ALEGRIA



O amanhã é um olhar doce
É um sorriso pacífico
É a voz da serenidade
Que chama por mim nas minhas fantasias
Já está longe o sorriso triste
O espelho de um coração melancólico
É a ternura da harmonia
Que me aconchega no seu calor

Nas minhas veias o sangue corre quente
Nos meus lábios está o sorriso da minha alegria
O meu olhar perde-se por entre um mar de estrelas
Está perdido mas sabe para onde vai
O meu olhar já não está fixo no nada
Já não ruma sem direcção
Segue a luz da serenidade
Que o chama com o seu esplendor

Dou-lhe a minha mão agora inocente
Vejo o seu olhar explodir em milhões de cores
Vejo o ardor forte de uma paixão a nascer
Sigo feliz o caminho incerto da tranquilidade
Já sei o caminho que vou seguir
Já sei o marco que me guia
Já respiro fundo o oxigénio da paixão
E sigo o caminho da paz e da serenidade


sexta-feira, setembro 09, 2005

APENAS UM DESEJO...


Não posso escapar à dor que o sol me causa
Encurralando-me entre as trevas
Onde toda a minha esperança se esvanece
Subjugado pelo medo tento ser forte

Por cada espinho cravado no meu coração
Sinto uma dor que me relembra a fé
E o som da tua voz guia-me na angústia
Acolhe-me no meu acordar

Abraça-me
Tal como te abraças à vida
Dando vida às nossas lágrimas
Unindo a nossa dor

Quero acordar com o sol no meu rosto
E o calor a invadir-me o ser
Como um caminho entre a escuridão
Em direcção ao teu calor

Talvez anseie atravessar os portões do paraíso
Usando esta paixão vinda das trevas
Como chave para fora do pesadelo
Entrada para aquilo a que chamam amor

Ama-me
Tal como amas o sol
Escoando o sangue
No meu coração negro

domingo, setembro 04, 2005

ATRÁS DA NOITE



Há muito que as minhas lágrimas secaram
Há muito que o medo é um anseio
Há muito que a dor é apenas algo
Há muito que o som da chuva me acompanha

Todas estas lágrimas vazias
Lavam a luz do dia

O frio da noite conforta-me o coração
Aconchega-me a alma
Faz-me sorrir enquanto provo as minhas lágrimas
Salgadas pelo prazer da melancolia

Todas estas lágrimas desabitadas
Lavam as mágoas do dia

Estou sozinho na escuridão da noite
Acarinhado pelas trevas temerosas
Apaixonado pela magia da lua
Que na noite revela o seu fascínio

Talvez um dia me revele
De entre os braços da escuridão
Talvez um dia saia de trás do espelho
E seja eu luz…

quarta-feira, agosto 31, 2005

O FIM



É a sorrir que oiço o som melancólico deste piano
É como um convite a lançar-me neste frio e negro abismo
Uma voz sem palavras que me impele para o fundo
Provo as lágrimas de sangue salgadas que caem no meu rosto
Abro as minhas asas impotentes ante este abismo
Chegou a altura de me lançar
Esqueço o medo, pois ele nunca existiu
Limito-me a sorrir perante o meu fim

Afinal
O fim é apenas o princípio



domingo, agosto 28, 2005

E SE...?



E se um dia eu dissesse adeus?
Abdicasse de ideais
E me entregasse aquilo que desprezo
Esquecesse a hipocrisia à minha volta
Neste mundo pútrido que me rodeia

Riscasse a palavra amor do meu dicionário
Deixasse para trás a inocência que me resta
Destruindo o mais ténue sorriso
E levantasse alto uma bandeira negra
Anunciando a beleza da morte

Seria algo belo
Todos os seres malditos deste mundo
Erguerem-se das trevas em que se escondem
Unidos num só e único exército
Feito de ódio e agonia

Rios de sangue inocente
Brotassem da terra infértil
Arrastando-se por entre as montanhas de cadáveres
Num fantástico hino de destruição
Dando lugar à pureza de um mundo aniquilado

E tu,
Nunca te apeteceu dizer Adeus?


domingo, agosto 21, 2005

ASAS QUE NÃO CONSEGUEM VOAR


Há demasiado tempo,
Que tenho segredos comigo
Há demasiado tempo,
Que existem coisas que devia ter falado
Num labirinto, anseio pela saída
Ambiciono por encontrar uma razão
Para encontrar o tempo, o lugar, a hora…

Anseio pelo sol de Inverno
No frio brilho de um dia de Verão
Os fantasmas construídos ao longo do tempo
Pressionam os meus sentimentos
Já não posso ficar mais afastado…

Tal como um bom actor
Represento emoções bem forjadas
Enquanto me esqueço do meu propósito
Ignoro as verdadeiras leis da vida
Sigo as leis da fascinação

Lanço-me com audácia para a realidade
Que se soltem os ventos
Que levem para longe os meus tormentos
Lavem as ilusões
E tragam sensações verdadeiras

Onde estou,
Tenho asas que não podem voar
Onde estou,
Tenho lágrimas que não consigo chorar
As minhas emoções estão congeladas
Não vou conseguir sentir
Até quer o gelo derreta

Já não tenho poder sobre isto
As defesas que construí
Querem desmoronar
A verdade começa a invadir-me
Já não quero me deixar dormir

Lentamente eu acordo
Lentamente me ergo
Abandono as emoções simuladas
Dou lugar a experiências verdadeiras
Sim, já não quero dormir